domingo, 11 de outubro de 2009

Cidadania

Para combater a sensação de alienação no público, mas principalmente a impassividade e a impotência diante dos fatos apresentados pela mídia é que nasceu, primeiramente nos Estados Unidos, o civic journalism, termo sem tradução ideal até o momento para o português e por isto mesmo chamado por diversos nomes (jornalismo cívico, jornalismo público, jornalismo cidadão, entre outros) e confundido com outros gêneros como o jornalismo regional e o jornalismo comunitário.
O civic journalism não pode ser entendido ainda como uma especialização jornalística como jornalismo político, econômico, policial ou esportivo, por exemplo. Está mais próximo de um movimento de jornalistas e veículos de comunicação que elegeram este novo modelo de jornalismo para trabalhar noções de cidadania e responsabilidade social com seus públicos, conceitos muito propagados atualmente e que ao mesmo tempo conservam o antigo princípio iluminista de informar para esclarecer.
Os iluministas acreditavam que esclarecido, o povo tomaria as melhores decisões para a sociedade. Daí Bordenave (1982) afirmar que a sociedade só pode mudar aquilo que conhece. E Melo (2003) insistir que o papel da imprensa é informar, contextualizar, explicar e ajudar a formar uma sociedade, opinião que difere da postura de alguns veículos de comunicação tradicionais que se baseiam no pressuposto de que a função essencial do jornalismo é a cobertura jornalística dos fatos. Informar seria a função pública da mídia. E só.
Para esclarecer estas duas visões distintas do papel do jornalismo e do jornalista que se esboça na sociedade atual - de observador neutro a ator político – é que trataremos neste espaço de apresentar as definições, as características e a história do civic journalism. Mas, especialmente, vamos enfatizar o que este novo modelo não é para os padrões brasileiros. Não é jornalismo público ou de serviço público, nem jornalismo cívico. Não é o jornalismo cidadão feito por amadores nem jornalismo comunitário ou participativo ou social. Cada uma dessas nomenclaturas remete a características singulares que não permitem a utilização equivocada destes conceitos, embora, em alguns casos, seja possível fazer algumas interfaces entre gêneros, como apresentaremos adiante.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Por quê civic journalism?

“O jornal é a oração matinal do homem moderno”
Hegel

Alguns acordam com o rádio-relógio a informar as últimas notícias. Muitos ligam os aparelhos de televisão e o próprio rádio nos noticiários enquanto se arrumam ou se dirigem para mais um dia de trabalho. Quem tem tempo, toma café da manhã folheando as páginas dos jornais. Quem não tem, recebe de graça seu exemplar na porta do metrô e entre uma estação e outra, consome as informações. Se não quiser ler, pode prestar atenção nas telas instaladas nos vagões e ônibus, equipados para informar todo tipo de necessidade humana: temperatura e previsão do tempo, situação do trânsito, mercado financeiro, política, conflitos, catástrofes... Nas versões mais sofisticadas até os celulares atualizam seu portador sobre o que acontece no mundo, em tempo real. Enfim, como afirmam Martins e Luca (2006, p. 9), “há um exército de profissionais que se dedica a nos apresentar e explicar o mundo”. É destas apresentações e explicações que nasce o conhecimento da realidade que o homem assume no seu dia-a-dia.

Quando se refere especificamente ao papel do jornalismo na sociedade contemporânea, Leonardi (2005, p. 25) vai além. Afirma que, ao informar, o jornalismo dá ao ser humano a possibilidade de saber o que acontece em sociedade e de como estão sendo tratadas as questões de ordem pública. Isto, segundo o autor, é um importante passo para a democracia uma vez que garante a cidadania necessária às pessoas porque “ao tomar conhecimento das questões públicas, o cidadão pode cobrar de seus representantes o compromisso com a população”.

Entretanto, quando a grande maioria destas informações é produzida pelo e para o showjornalismo (ARBEX JR., 2001) e vêm embaladas em pacotes que, quando se espreme, sai sangue (ANGRIMANI, 1995), a imprensa perde seus dois principais papéis históricos: 1) o ideal iluminista de esclarecer os cidadãos, e 2) de ser o meio de defesa dos interesses da sociedade contra quaisquer violações ou abusos.
Foi, aliás, deste segundo item, que nasceu, na Inglaterra, no início do século XIX, a idéia de que o jornalismo poderia servir de “quarto poder” com a função de vigiar a atuação do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, sempre com vistas a proteger a sociedade civil. Mas, depois de tantas relações promíscuas entre mídia e poder (ARBEX JR., 2003), é fácil entender posicionamentos como o que se segue:

Talvez nada indique de forma mais clara o desgaste do “quarto poder” do que o fato de agora se considerar essencial a criação de um quinto , a fim de examinar as práticas jornalísticas predominantes nos empreendimentos midiáticos e proteger o cidadão delas (MARTINS, LUCA, 2006, p. 12).

A questão que se coloca na atualidade é como ter, ao mesmo tempo, uma tecnologia que amplia de forma inimaginável a circulação de dados elevando este momento à era da sociedade da informação e, ao mesmo tempo, assistir à atividade jornalística, especialmente a brasileira, reduzida a grandes corporações que determinam a lógica do mercado – ou pelo menos a pauta dele -, numa fase em que atravessa um período de descrédito significativo deixando, na maior parte da população, uma sensação de falta de confiança e desinformação, apesar da avalanche de notícias que alcança os brasileiros nas vinte e quatro horas do dia, mas que o torna impassível diante da maioria dos fatos.

É sintomático que se tenham multiplicado os fóruns de discussão a respeito da qualidade da informação difundida pela imprensa e sua crescente mercantilização, numa tentativa de construir visões alternativas à instaurada pelos grandes grupos [...] mas isto está longe de significar que a imprensa deva (ou possa) abrir mão da ética e de suas responsabilidades sociais (MARTINS, LUCA, 2006, P. 12-13).


Este pensamento certamente foi gerado após uma série de ocorrências ao longo das últimas décadas, entre eles o fato de os temas abordados e as opiniões apresentadas na esmagadora maioria dos veículos de comunicação responder muito mais aos interesses de grandes grupos políticos e econômicos do que aos desejos coletivos da sociedade (MORETZSOHN, 2007).

Houve, também, um processo de empobrecimento intelectual das pautas, com a publicação de assuntos que mais distraem do que informam. E pior e mais preocupante: a simplificação do conteúdo delas para atender ao público “Homer Simpson ”.
A verdade é que muitas vezes os assuntos escolhidos para serem noticiados e comentados sequer são importantes para os leitores, grupo geralmente percebido apenas como mais um consumidor entre uma página e outra de propaganda. E por último é preciso ressaltar:

Outro ponto a ser destacado é a grande importância atribuída ao presente [...] que tem provocado o aprofundamento da descontextualização e fragmentação da informação. A velocidade com que as notícias se sucedem e se sobrepõem acaba gerando a tirania do último informe, contribuindo poderosamente para que o importante de hoje esteja esquecido na edição da noite ou, no máximo, na de amanhã. Predominam, portanto a superficialidade, a rapidez e o acúmulo de dados, sem que o leitor tenha oportunidade efetiva de conhecer (MARTINS, LUCA, 2006, p. 14).

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Uma apresentação

O texto (adaptado) abaixo é do prof. Luiz Martins da Silva, um dos pesquisadores brasileiros do civic journalism. Vale a pena conhecer um pouco mais deste modelo a partir das análises deste estudioso:

Civic journalism: um gênero que no Brasil ainda não emplacou
Luiz Martins da Silva *


O Brasil está para alguns aspectos da vida social como a Terra para algumas estrelas que já não existem, mas cuja luz finalmente chega até nós. Na área da chamada Comunicação Social um assunto se presta a esta analogia. Trata-se do civic journalism, um movimento que vem se expandindo há mais de uma década e até já tem enfrentado questionamentos, mas por aqui ainda não mereceu sequer uma tradução definitiva. A mesma comparação se aplica também aos Conselhos de Comunicação e Conselhos de Imprensa. Existem até polêmicas sobre as funções, o funcionamento e a composição de tais conselhos em outros continentes, mas no Brasil essas figuras institucionais não têm saído do papel, nem por iniciativa do Estado, nem das corporações mais diretamente relacionadas, Ou seja, a sociedade civil é que terá de criá-las.

Ao pé da letra, civic journalism seria jornalismo cívico, mas o sentido mais apropriado seria o de ‘jornalismo público’, que também não é satisfatório, pois tanto pode dar a idéia de uma espécie de jornalismo chapa branca, como pode ser confrontado com a constatação tautológica de que qualquer jornalismo é público. ‘Jornalismo cidadão’ também seria uma boa maneira de transpor o conceito, mas ainda incompleta, pois a relação entre mídia e cidadania não tem dependido apenas das iniciativas da comunidade, mas sobretudo de empresas e organizações. Ou seja, tradicionalmente, o civic journalism tem sido praticado por meio de grandes projetos da iniciativa privada e não propriamente pela mídia comunitária, embora o jornalismo comunitário muito se asssemelhe aos propósitos do civic journalism.

Quando grandes jornais resolvem, por exemplo, dedicar sistematicamente parte de seu esforço de cobertura a causas públicas, estão praticando civic journalism. Quando empresas não jornalísticas resolvem financiar ou dar apoio institucional a coberturas dos mesmos assuntos, também ingressam na mesma linha. O combate às drogas e à violência urbana tem sido uma constante nas temáticas desse gênero de reportagem, embora, nos Estados Unidos, o civic journalism esteja muito associado, desde as suas origens, à formação do eleitor e ao estímulo ao voto, que para os norte-americanos é facultativo. Não basta votar, é preciso que o público assuma a responsabilidade de votar em candidatos diretamente interessados em seus problemas.

O civic journalism se distingue de uma simples campanha. Não se trata apenas de uma série de reportagens sobre um problema social, mas da adoção permanente de uma ou mais causas públicas por um veículo de comunicação. É o que tem feito o Correio Brazilense com relação as suas ‘campanhas’ de Paz no Trânsito e Eu quero paz, a não ser o Correio venha a encerrar tais coberturas especiais, encarando-as como ‘campanhas’ com início, meio e fim. A TV Globo estará fazendo civic journalism se um programa como o Globo Comunidade (que em Brasília vai ao ar todos os domingos, às sete da manhã) não vier a ser cancelado de uma hora para outra por questões de audiência, patrocínio ou simples decisão de um novo chefe de sucursal. O civic journalism caracteriza-se pela existência e manutenção de um vínculo social por parte do veículo, ou, como o definiu Carlos Eduardo Lins e Silva (revista Imprensa, janeiro de 1997), “o jornalismo cívico é um elo entre os cidadãos e os problemas da comunidade”.

O civic journalism, enquanto gênero, é uma invenção norte-americana, mas que tem sido replicado em outros países. Hoje, há numerosos centros especializados em fomentá-lo nos Estados Unidos e é um assunto com vasta indexação nos sites de busca da Internet e com centenas de páginas especializadas e que guiam o navegador interessado tanto para as instituições promotoras, quanto para uma ampla bibliografia já existente em inglês e, em menor parcela, em espanhol e português. Nos sites de busca basta procurar por public journalism, jornalismo público ou civic journalism. Uma das principais instituições do gênero vem a ser o Pew Center for Civic Journalism (www.pewcenter.org ), de Washington, criado pelo pioneiro The Pew Charitable Trusts of Philadelphia. Esta organização tomou a iniciativa, em 1933, de explorar diversas formas de encorajar os cidadãos a se envolver nas soluções de seus problemas comunitários, culminando com a formulação de um convite para que o veterano Ed Fouhy, um jornalista de tv que nas campanhas eleitorais de 1988 e 1992 promoveu debates presidenciais, estivesse à frente da iniciativa. Outra referência obrigatória é o The Poynter Institute for Media Studies (www.poynter.org). Charlote (Carolina do Norte); Madison (Wsconsin); Tallahassee (Flórida); Boston (Massachusetts); San Francisco (Califórnia); e Seattle (Washington) estão entre os principais centros onde se consolidaram experiências de jornalismo voltado para a cidadania.

Por vezes, travam-se acaloradas polêmicas em torno do civic journalism, seja em torno do berço conservador que o trouxe ao mundo (financiamentos altruístas de um poderoso industrial), seja em decorrência da visão tradicional de que o papel dos jornalistas é investigar os fatos e noticiá-los, parando aí a sua missão. Há jornalistas e empresas jornalísticas, no entanto, que não se contentam em noticiar os fatos. Eles querem também se envolver com a busca das soluções, para isso, criando laços diretos com os cidadãos, com as comunidades e com os e com as suas mobilizações. Outra forma, é o cuidado de com que grande parcela dos editores tratam as matérias jornalísticas, agregando valores sociais aos valores-notícia comuns e incorporando às matérias boxes de infomações, serviços, telefones, e-mails, sites e outros elementos úteis para que os leitores interessados tenham como procurar apoio. É o que se poderia chamar de agregar aos problemas sociais um entorno institucional. Se uma reportagem fala do alcoolismo e suas conseqüências, o serviço prestado pelo veículo ficará ainda mais completo se indicar os telefones da Associação dos Alcóolicos Anônimos e de atendimentos públicos especializados.

A fundação Pew Trust foi criada em 1948 pelos herdeiros de Joseph Newton Pew, proprietário da Sun Oil Company. Eles pretendiam financiar projetos de jornalismo que dessem ressonância às idéias do patriarca, reservando para isso uma verba de US$ 12 milhões a ser aplicada na última década. O civic journalism, no entanto, ganhou vida própria, a partir do conceito criado por David Merrit, editor-chefe do Wichita Eagle, o veículo de maior circulação no Estado do Kansas. Freqüentemente associado à direita norte-americana, o civic journalism não merece tal estigma, pois, o combate ao consumo de drogas e a redução da violência são problemas de todos, independentemente de ideologias. E quando uma causa é pública, não faz sentido falar em lobby, mas em advocacy.

*Luiz Martins da Silva coordena, na UnB, um projeto integrado de pesquisa e extensão apoiado pelo CNPq, intitulado SOS-Imprensa, também objeto de um convênio com a Universidade Católica de Brasília

Muito prazer

Civic Journalism, uma esperança

Falar nesta nova área do conhecimento é recordar que há um ano eu estava sem ver nenhuma perspectiva no jornalismo. Foi quando, pela primeira vez, pude ter o contato com o Civic Journalism e pude ver que havia uma tênue luz ainda tremeluzente para se fazer o jornalismo na sua mais profunda extensão.
Esta emoção se deu através da professora Ayne Salviano com toda a sua entusiasmada forma de expor algo em que acredita.
Ajudar na formação e transformação de um novo mundo. É promissor. É desafiador. É ver que existem formas e possibilidades diferentes e que realmente pode ser um novo momento para uma prática em que a cidadania pode ser desenvolvida de forma concreta.
Depois de um conhecimento mais detalhado é possível permitir que um fio de esperança seja derramada lentamente e que pode existir sim, uma sociedade realmente participativa e isto através de uma nova forma de jornalismo.


Léo Lima

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Desafio

Da teoria à prática. Ainda na área acadêmica, também recomeço hoje minha carreira de jornalista como editora do caderno Vida da Folha da Região, publicação especializada em Cultura e Entrenimento, mas com uma vontade grande de contribuir para o bem-estar do leitor através de matérias de comportamento. É neste espaço que pretendo reunir a teoria à prática, verificar se o modelo civic encontra respaldo no público. Entendo que a mudança é lenta, mas gradual. Prometo informar as conquistas, os avanços, as dificuldades...

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Outras impressões

"Descobrir um sistema inovador, que focaliza no bem estar social e coloca o jornalismo como uma ferramenta para alcançar esse objetivo, confirma e torna real o meu pensamento sobre o jornalista ideal. O Civic Journalism desmistifica as citações do jornalismo, que para mim, a partir de agora, passa a ser antiquado. Acredito que o primeiro passo já foi dado: conscientizar os comunicadores e divulgar esse assunto entre eles. Agora, é preciso expor cada vez esse assunto para a sociedade por meio de artigos, blogs e utilidades da tecnologia. Convercer a mídia capitalista é um mal necessário, para isso não deve-se combatê-la de frente e, sim, apresentar os fatos de forma dinâmica e graduada. Enfim, o Civic Journalism me apresentou um caminho para exercer o verdadeiro papel de um jornalista: informar, formar e mudar.
Parabéns pela pesquisa e oficina. Quero conhecer mais o assunto. Sugiro até mesmo que formemos um grupo para discutir esse tema". - Barbara Franchesca Nascimento.

"Na realidade não conhecia o conceito de Civic Journalism, mas gostei e me surpreendi muito com a ideia. Pois a maioria dos veículos de comunicação e profissionais da área, em vários momentos da profissão, já fizeram textos, artigos, críticas, estudos relacionados ao Civic Journalism sem saber. Porém, infelizmente, de acordo com os conhecimentos adquiridos na palestra de hoje, podemos concluir que a maioria dos veículos de comunicação ainda remam contra essa ideia, principalmente não trabalhando em função do interesse do público, mas em interesses particulares, como políticos e econômicos. Se realmente as mídias forem trabalhar futuramente com o Civic Journalism, muitas mudanças terão que acontecer, principalmente falando de ética, imparcialidade, liberdade (de expressão e formas de escrita) e de transformar informação em CONHECIMENTO, fatos que muitas vezes não acontecem no jornalismo atual". - Pâmela Vitalino.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Primeiras impressões

Depois de falar por quase três horas na Oficina de Civic Journalism da 9a. Secomt, pedi aos participantes para escreverem quais suas primeiras impressões sobre este movimento. Acompanhe algumas respostas:

"Civic journalism: um modelo de comunicação que pode mudar a história da comunicação brasileira que já nasceu sob censura. A aproximação que existe entre o jornalista e o leitor neste modelo, nos leva ao pensamento de igualdade entre ambos (jornalista / leitor), onde muitas vezes no jornalismo tradicional é esquecido, pois a "ilusão" do poder distancia os leitores do profissional que ainda está com os olhos vendados para o interesse da sociedade de massa, diferente do jornalista que pratica o Civic journalism". Rafaela Candido - 2SA - 1º Ano

"O Civic Journalism parece ser o melhor jeito de fazer jornalismo, tendo compromisso com a verdade dos fatos e desvendando possíveis mentiras ou até mesmo informações manipuladas pelos veículos tradicionais. A necessidade de sobrevivência de um jornal tradicional pode acalentar distorções na forma de apresentar notícias devido às possíveis dependências de recursos de anunciantes e alguns colaboradores". - Marcelo Henry Augustinho.

"Na minha opinião, o Civic Journalism contribui muito para melhorar a vida pública, pois conscientiza a população e o poder público sobre a responsabilidade social de cada um, promovendo assim uma democracia atuante". - Beatriz Ap. Alves Bugiga do Nascimento.